Numa sala onde estão sentados executivos que, juntos, respondem por uma fatia considerável do PIB brasileiro, a pergunta era simples e desconfortável: como você decide quando errar não é uma opção?
A Bee IT esteve presente no jantar Mercado&Opinião realizado no Rancho Português, em São Paulo, com tema “A mente do líder sob pressão: como preservar clareza e tomar decisões que impactam bilhões”. Para puxar a conversa, três nomes em cadeiras diferentes da pressão real: Augusto Cury, Alcione Albanesi e Alexandre Baldy. Três trajetórias bem distintas, um ponto em comum, todos lidam com decisão que mexe com gente, dinheiro e estrutura, todo dia.
Esse texto é nossa leitura da noite. Não é resumo das falas (jantar Mercado&Opinião é restrito, e cabe respeitar), mas o que ficou pensando depois, e por que faz sentido a Bee IT estar nessa mesa.
O grupo Mercado&Opinião, em uma frase
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TogglePara quem ainda não conhece: o Mercado&Opinião foi fundado em 2020 por Marcos Koenigkan, no auge da pandemia, como um grupo de WhatsApp entre amigos empresários. A coisa cresceu. Em 2022 virou encontro presencial com a entrada de Paulo Motta como sócio, e hoje reúne mais de 920 lideranças empresariais — donos, presidentes ou principais executivos de companhias que somadas representam algo em torno de 35% do PIB brasileiro, segundo dados divulgados pelo próprio grupo na celebração de cinco anos.
Adesão é por indicação de membro atual e aprovação de conselho. Não é rede de networking aberta. É um lugar onde decisão de bilhão se discute em mesa pequena.
Estar lá, como convidado da noite, diz alguma coisa sobre onde a Bee IT escolheu se posicionar.
Por que esse tema, e por que agora
Decisão sob pressão deixou de ser tema de coach. Virou pauta de conselho.
Pense na realidade dos últimos dois anos. CEO que precisou cortar 15% do quadro em três semanas. Diretor financeiro que viu o câmbio mexer 12% num trimestre e teve que repactuar contrato com fornecedor europeu sem prazo pra pensar. Conselheiro que aprovou expansão e, seis meses depois, viu a curva de juros mudar tudo. Quem está em cargo de decisão sabe: a parte difícil não é ter os dados. É manter a cabeça funcionando quando a sala inteira espera uma resposta agora.
Foi por isso que os três nomes faziam sentido juntos:
Augusto Cury — psiquiatra com obra publicada em mais de 70 países, referência em funcionamento da mente sob estresse. Quem estuda decisão sabe: 80% do que falamos chamando de “estratégia” é, na verdade, regulação emocional sob pressão. Cury escreveu mais sobre isso do que praticamente qualquer outro brasileiro vivo.
Alcione Albanesi — fundadora da Amigos do Bem, ONG que atende mais de 150 mil pessoas no sertão nordestino. Ela toma decisões diferentes das de um CEO de S/A, mas igualmente pesadas: cada escolha de logística, cada redirecionamento de doação, afeta gente que depende daquilo pra comer no mês seguinte. É decisão sob pressão sem o luxo do erro recuperável.
Alexandre Baldy — está à frente da BYD no Brasil em um dos momentos industriais mais densos da década. A montadora chinesa assumiu a antiga planta da Ford em Camaçari, na Bahia, e está executando uma transformação industrial bilionária num setor que muda toda semana. Decisão de Baldy hoje vira fato consumado em cadeia produtiva inteira amanhã.
Três contextos distintos. Mesma essência: a hora em que a decisão precisa sair, e ela vai pesar.

O que a Bee IT escuta nesse tipo de conversa
Pode parecer estranho uma consultoria de TOTVS num jantar com psiquiatra, ativista social e executivo automotivo. Não é.
A gente trabalha com ERP há mais de 20 anos, Protheus, RM, Fluig, e a coisa que mais aprendemos é que decisão ruim raramente é falta de inteligência. Quase sempre é falta de informação confiável na hora certa.
O líder que decide sob pressão tem dois inimigos. O primeiro, todo mundo conhece: a pressão em si, ansiedade, prazo, ruído de stakeholder. É sobre isso que Augusto Cury escreve. O segundo é mais silencioso e tão letal quanto: dado errado. Relatório que demorou três dias pra ser fechado. Número de estoque que diverge entre filiais. KPI que cada diretoria calcula de um jeito. Quando a pressão chega, o líder que está apoiado em informação ruidosa decide com base em achismo, e achismo, em volume bilionário, custa caro.
É exatamente nesse ponto que ERP bem implementado deixa de ser pauta de TI e vira pauta de conselho. Não porque o sistema “decide” pelo gestor, não decide. Mas porque um Protheus bem configurado, integrado com Fluig pra processo e com BI confiável pra leitura, devolve cabeça pro líder. Devolve as horas que ele estava gastando perseguindo planilha. Devolve a confiança no número que vai pra mesa.
E aí, quando a pressão chegar, sobra mente pra fazer o que a Cury, a Alcione e o Baldy estavam falando: julgar bem. Que é a parte que nenhum software faz por ninguém.
A objeção óbvia: “isso é só venda disfarçada de evento”
Não é. E vou explicar por quê.
A presença da Bee IT no Mercado&Opinião não é caso isolado. Aprendizado contínuo é um dos valores da empresa, e isso significa estar em sala com quem decide muito, escutando como decide, antes de oferecer ferramenta. Consultoria que só fala com CFO sobre módulo do Protheus está perdendo metade da conversa. A outra metade, a que importa, é entender o que tira o sono do CEO. Como ele lê risco. O que ele faz quando o conselho está dividido.
Jantar como esse, no Rancho Português, com nomes desse calibre, é onde essa metade aparece. Não em apresentação comercial. Em mesa, com vinho na taça, depois da terceira hora de conversa.
E uma coisa que dá pra dizer com sinceridade: saímos de lá com mais perguntas do que respostas. É um ótimo sinal.
O que isso muda na nossa forma de atender cliente
Três coisas, concretas:
Reforça que dado em tempo real importa mais do que dado bonito. Já temos cliente recusando dashboard caprichado pra exigir informação que atualize de hora em hora. Faz sentido. Em decisão sob pressão, dado de ontem é decoração.
Confirma que integração entre módulos é decisão estratégica, não operacional. Quando RM, Protheus e Fluig conversam de verdade, o líder ganha a tal “visão única” que muito CEO ainda persegue em planilha. Quando não conversam, ganha-se discussão entre diretorias.
E ressalta que suporte ágil de pós-implantação não é luxo, é seguro. ERP que fica seis meses esperando ticket não devolve cabeça pra ninguém. Devolve dor de cabeça.
Nada disso é novidade pro time da Bee IT. Mas escutar Cury, Alcione e Baldy falando de pressão, cada um na sua escala, recoloca essas coisas em lugar de prioridade.
Perguntas frequentes sobre o Mercado&Opinião
O que é o jantar Mercado&Opinião? É um encontro presencial mensal organizado pelo Grupo Mercado&Opinião, fundado em 2020 por Marcos Koenigkan e expandido em 2022 com Paulo Motta. Reúne donos e principais executivos de grandes empresas brasileiras para discutir temas estratégicos. Acontece em locais fechados, como Palácio Tangará e, neste caso, Rancho Português.
Como participar do Mercado&Opinião? A adesão é restrita. É necessário ser indicado por um membro atual e aprovado pelo conselho do grupo. Em geral, a participação é reservada a donos, presidentes ou principais executivos de empresas líderes de seus setores, com critério de faturamento elevado.
Qual foi o tema do último jantar? “A mente do líder sob pressão: como preservar clareza e tomar decisões que impactam bilhões.” A discussão foi conduzida com Augusto Cury, Alcione Albanesi (Amigos do Bem) e Alexandre Baldy (BYD Brasil).
Por que uma consultoria de TOTVS participa de um evento como esse? Porque decisão de líder se sustenta em informação confiável, e informação confiável depende de ERP bem implementado. Estar em sala com quem toma decisão de grande porte é parte do trabalho de quem oferece consultoria estratégica de verdade, e não só implantação técnica.